D. Afonso Henriques, o Dux que se fez Rei (3/4)

ÍNDICE
O nascimento e a tomada do Poder
- D. Afonso Henriques
- Introdução
- O nascimento e a tomada do Poder
- Foral de Guimarães
- Documento Fundador de Portugal
- Doação da igreja de S. Bartolomeu do Campelo
- “Claves Regni” de D. Afonso Henriques
- Traslado da Bula “Devotionem tuam” do Papa Lúcio II
- Bula “Manifestis probatum”
Ilustrações de Vasco Carneiro
Bibliografia:
Matoso, José: D. Afonso Henriques. Mem Martins: Circulo de Leitores, 2006.
Consolidação e alargamento do Território

No entanto, as principais movimentações militares portuguesas ocorreram, naturalmente, na fronteira meridional. Pouco depois da vitória de São Mamede, D. Afonso Henriques tomou uma importante decisão política ao transferir, em 1131, a sua residência de Guimarães para Coimbra. Isto indicava que ali era a zona do esforço principal e que a sua intenção era claramente ofensiva. Deste modo, apetrechou esta região de um forte sistema defensivo que contava, entre outros, com o Castelo de Leira, Germanelo, Soure, Penela, Pombal, etc. (BARROCA, DUARTE E MONTEIRO,2003).
Assegurada uma forte base de apoio, D. Afonso Henriques inicia o ataque aos Mouros: o fossado de Ourique (1139), a conquista de Santarém e de Lisboa (ambas em 1147), de Alcácer do Sal (1158). Deste modo, faz desmoronar todo o dispositivo mouro a norte e sul do Tejo. Proveu, ainda, esta zona com um forte dispositivo militar, ancorado nos castelos de Tomar, Ourém, Torres Novas, Almourol, Abrantes e Coruche. As conquistas prolongaram-se pelo Alentejo. Entre 1162 e 1169, assistimos a campanhas de iniciativa régia e particulares, onde se destaca a figura de Geraldo “Sem Pavor”. Caíram em mãos Portuguesas as cidades de Beja, Évora, Serpa, Juromenha, Moura e Coruche. Em 1169, deu-se o desastre de Badajoz e o fim da carreira militar de D. Afonso Henriques.
Portugal deixa de ser um projeto ou um sonho.
Castelos

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Batalhas e Lendas

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